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nada acontece por acaso

nada acontece por acaso

Eu - Me - Mi - Migo

Durante muitos anos, quando dizia que era formada em psicologia, a maioria das pessoas fazia um sorriso amarelo e encolhia-se de alguma forma…

Lembro-me de dizer muitas vezes:

- Hei! Fica à vontade! Não sou bruxa!

Era engraçado que, naquele tempo, as pessoas achavam que um psicólogo “adivinhava” o que se passava com elas e viam para além daquilo que queriam mostrar.

O que mais me fazia confusão era o medo que as pessoas tinham de serem transparentes…

      

Um dia, tinha vinte e tal anos, fui, pela primeira vez a um astrólogo e, confesso, fiquei fascinada! Na altura, vim com uma cassete com a consulta gravada e eu contava a toda a gente que tinha ido a um astrólogo e, com os amigos mais próximos partilhava alegremente toda a informação que eu reconhecia como verdadeira sobre mim!

Curioso foi que, havia sempre alguém que me segredava ao ouvido que também tinha ido a um astrólogo, que tinha sido fantástico, mas nunca tinha contado… era segredo!

 

Nunca percebi porque é que as pessoas tinham tanto medo de entrar dentro de si…

Como se um psicólogo, astrólogo ou qualquer outro “x-ólogo” pudesse dizer qualquer coisa sobre a pessoa que esta não soubesse já!

 

Ninguém diz ou sabe nada sobre mim que eu não saiba já!

Na maioria das vezes está é esquecido algures dentro de mim!

Sou eu que não me quero lembrar!

Não quero saber quem sou,

Não quero encontrar o

Eu-me-mim-migo!

 

Se eu me centrar em mim,

E me sintonizar comigo

Com  meu Eu,

Comigo,

Se eu me aceitar,

E me perdoar

A mim,

Se eu me Amar

a mim…

 

Então Eu,

Sou Eu!

 

TEMAZCALLI

Este fim-de-semana fui ao Algarve para fazer um Temazcalli.

O que é?

Trata-se de um ritual cerimonial, e baseia-se num banho de vapor com o uso dos 4 elementos - terra, água, fogo e ar - e cânticos, conduzidos pela temazcaleira (Kelvara).  Uma medicina originária na civilização Maya com o objectivo da cura ao nível físico, mental e espiritual.

 

Temazcalli é uma experiência que não é possível descrever.

Tem de ser experimentada; porque é uma experiência única, que leva a uma interiorização até lugares quase desconhecidos pela nossa percepção ou consciência.

 

Foi uma viagem à origem.

Uma viagem ao mais fundo de mim.

Doze pessoas à volta de uma fogueira.

Uma tribo.

Cada um na sua própria viagem interior,

Partilhando com palavras,

ou com silencio.

senti-me Eu,

Comigo.

E no mais profundo de Mim,

Senti-me uma parte de um todo…

 

Não havia mais frio,

Não sentia mais calor.

Apenas uma corrente de energia,

Com uma única origem,

O Amor!

Uma Viagem de Turismo Interior !

No final do ano uma Amiga muito especial desafiou-me para fazer

O Caminho de Santiago, a pé, em Março.

Respondi de imediato que sim!

Era uma viagem que eu vinha adiando há cerca de 4 anos, com inúmeras desculpas;

Nunca era a melhor altura!

E ali, naquele momento, respondi de imediato que sim!

 

Entretanto, fiquei a pensar porque terei respondido tão “automaticamente” quando há anos que andava a adiar…

Lembrei-me, nesse momento, que ainda não tinha marcado a viagem à Índia.

Fez-se um click!

 

Não é o timing para ir à Índia,

tal como ainda não tinha sido timing para fazer  Caminho de Santiago!

Agora é! Sinto que é! 

O timing certo, com as pessoas certas!

Para além de ser um ano 9,

a partir de Fevereiro, é, também o meu ano pessoal 9.

E fim de ciclo! Fechar portas, para abrir outras em 2008!

Este ultimo cicl de 9 anos foi muito intenso para mim!

Aprendi muito,

Aprendi sobretudo

a importância de aprender.

Com tudo, com todos,

Comigo!

 

Quero fazer o Caminho,

Fazendo o “meu” percurso,

O meu roteiro interior,

Para fechar as portas tranquilamente

Com segurança…

Não me despedindo do que fica atrás da porta,

Mas agradecendo e perdoando,

A tudo, a todos,

A mim!

 

Nesta viagem,

O meio de transporte… serei eu.

A bagagem … serei eu.

O destino… serei eu.

 

Um caminho,

Numa viagem de Turismo Interior!

 

O Caminho de Santiago…

Prova dos Nove!

No fim do ano, assumi, perante a minha família (e depois, aqui no blog) que em 2007 eu quero ser mais Tolerante!

Bom, eu achava que até estava a ser mais tolerante, pelo que ía ser relativamente fácil!

Imediatamente o Universo me pôs à prova, fez-me um teste e…

chumbei redondamente!  

 

Exame:

Tinha de ir trocar uma camisola pelo numero acima uma loja (não publicito….).

Era mesmo final da tarde, e consegui chegar a horas de apanhar a loja aberta.

Entrei e expliquei o que queria ao senhor que me atendeu, muito simpático. De imediato foi buscar o número acima e perguntou se tinha o talão de troca. Procurei no saco e na carteira e não encontrei.

Então ele chamou uma senhora (jovem) e perguntou se podia fazer-me a troca sem talão.

A resposta foi não! Sem o cartão de troca não podiam efectuar trocas!

Fiquei irritada:

- “Está a brincar comigo! A camisola está embrulhada, com etiqueta, e está a dizer-me que vou levar uma camisola que não serve porque perdi um talão de compra – que vocês dizem que me deram???”

A senhora continuou de braços cruzados a dizer que davam sempre talão (e eu lembrava-me que mo tinham dado!) e que eram as regras e que na podia fazer nada!

Fiquei mais irritada e pedi para chamar gerente. Ela disse que era ela a gerente!

-É a gerente da loja e não pode fazer uma troca de uma peça pelo número acima??? Não acredito nisto! Nem nos hipermercados isto acontece! – Comentei, talvez com algum desprezo, tal era a minha irritação – Olhe lá, eu comprei aqui, quer que vá a banco pedir extracto do cartão para provar?

Então a gerente dirigiu-se à caixa e disse que, se eu soubesse a data da compra, podia procurar o número do talão! Procurou, mas como eu não sabia a data certa, não encontrou!...Combinei que ia confirmar a data no banco e saí furiosa!!!!

 

No dia seguinte, fiz a viagem mais longa de minha vida: pareceu uma eternidade o tempo que demorei de casa até à loja! (no relógio são 10 minutos).

Também foi uma das viagens mais importantes que fiz. Vou tentar descrever o diálogo que”ouvi” entre o meu Eu e meu Ego (anjo bom e anjo mau… o que seja!):

 

Ego: Bem, reconheço que ontem me enervei e posso até ter perdido a razão pela forma como reagi!

Eu: Ok! Então vais começar por assumir isso com a senhora!

Ego: Ok!  Peço desculpa pela forma como falei e aproveito para explicar à senhora que não deve falar assim com um cliente; não deve começar por dizer que não…se tivesse começado por perguntar se eu sabia a data em que tinha comprado...

Eu: Lá estás tu armada em esperta! Queres pedir “des-culpa”, mas sair de nariz empinado, convencida que ainda ensinaste qualquer coisa à senhora!

Ego: E então? Isso não é bom para ela? Não a estou a ajudar explicando como fazer numa próxima vez?

Eu: E quem te diz a ti que tens de ensinar qualquer coisa? Que tal aprenderes tu e aceitares que erraste, com humildade e simplesmente aprenderes? Quem te diz a ti que ela precisa que lhe ensines?  

Ego: Ok, ok! Já entendi: Vou só assumir que me portei mal, mas que já vinha stressada porque queria apanhar a loja aberta…por isso me irritei!

Eu: Lá estás tu outra vez com as tuas artimanhas mentais a procura de razões quando não as há! Podes inventar mil e uma razões para o facto de teres tido aquele comportamento! Podes até ter tido “razões”, mas são sempre as tuas razões!

Ego: Ops…pois é! Então, que vou fazer? Chego lá e peço desculpa. Ponto final. Não digo mais nada!

Eu: Ok. Pedes des---culpa e desculpabilizas-te perante ela! A ver se consegues sair da loja sem dizer mais nada!

 

Entrei, lá estava o mesmo senhor que me disse logo que tinham encontrado a data e o número do talão. Agradeci e perguntei pela gerente, que estava no andar de baixo com clientes. Desci, dirigi-me a ela, e disse que tinha vindo para pedir desculpa pela forma como tinha falado na véspera e que lhe queria dar um beijinho! 

- Desculpa-me? Perguntei.

Estavam pessoas a olhar para nós e ela respondeu num tom que me soou com eco:

- Está desculpada!

 

Bem…confesso que internamente sorri e pensei cá para mim: 

- Nunca tinham falado assim tão claramente “está desculpada!”

Geralmente as pessoas dizem que está tudo bem, não tem problema, etc.

Na rua acelerei o passo e comecei a rir sozinha!

Tinha conseguido!

Foi então que tornei a “ouvir” meu Eu:

- Pois é! Estava convencida que já era muito tolerante e chumbei logo no primeiro teste! Foi bem porque, lá n fundo, eu até achava que já estava a meio do caminho e, afinal, ainda estou no princípio!

Mas estou muito contente comigo porque chumbei mas aprendi mais uma lição e…

Passei na prova dos 9!

 

Engraçado… 

O Ego não falou!

O meu Eu estava a falar comigo,

na primeira pessoa do singular!

Naquele momento, eu era o meu Eu!

E estávamos a rir no meio da rua!

"Não apontes o dedo, que é feio!"

 

Esta é uma daquelas frases que ouvimos em pequenos e nunca devíamos esquecer!

 

Não!  Não por “ser feio” (sei lá o que é feio!!), mas simplesmente porque cada vez que aponto o dedo, ficam outros 3 dedos a apontar para  mim!

Experimenta:

O indicador aponta para a frente, o polegar fica para cima e…os outros 3 dobrados dirigidos a mim!

Mais uma vez…. não é por acaso!

O Universo é perfeito…até nos pequenos gestos!

 

Acusar!  Julgar!

Classificar! Rotular!

Com que direito?

Terei eu o direito de julgar, criticar ou acusar?

 

Estou a lembrar-me do meu dia a dia, na quantidade de julgamentos que faço automaticamente…a facilidade com que critico com ou sem palavras, rotular, classificar

(sustentados em preconceitos ou, em sentimentos bem piores como inveja, cobiça, etc.)!

Quantas e quantas vezes um pequeno gesto ou palavra de alguém, num determinado momento encaixa num preconceito e…fica logo classificada com uma etiqueta dentro da nossa mente!

E quantas vezes, mais tarde, descobrimos que afinal é uma pessoa maravilhosa!

Na justiça diz-se que a pessoa é inocente até prova em contrário.

Nós, individualmente, funcionamos ao contrário: julgamos automaticamente até que o “réu” prove que é “inocente” ou que o meu julgamento está errado!

Preconceito, julgamento, juízo de valor…o que seja!

Adoramos apontar o dedo para fora de nós!

Na direcção oposta à nossa!

Se, sempre que o fizermos, nos lembrarmos dos outros 3 dedos apontados para nós…

Talvez consigamos re-programar e começar por nos perdoar a nós próprios…

E assim não julgar o outro …

Poupamos nervos e…

Podemos ganhar um amigo!

Lol

 

“…

Há quem diga que as cartas de amor são ridículas.

Eu também escrevi em tempos,  cartas de Amor…

ridículas.

As cartas de Amor se há Amor, têm de ser ridículas!

Afinal,

quem nunca escreveu cartas de Amor.

é que é ridículo!!!”

Temos a mania que somos insubstituíveis!

É fantástico!

A facilidade com que assumimos que somos únicos e insubstituíveis nas relações que mantemos com os outros!

Cada vez mais me deparo com situações que me confirmam isto. 

É inconsciente claro…é o nosso ego a comandar!

Então bora aí tornar consciente!

 

Hoje uma amiga do meu filho, mãe solteira, vive em casa dos pais com a filha.  Em conversa comentou que já tinha posto a hipótese de sair de casa da mãe e ir viver independente por inúmeras razões que não interessam, MAS…(aqui está a questão)…. Tinha “medo” que a mãe ficasse chateada e que não aceitasse bem porque estava muito ligada à neta!

- “Mas quem te diz a ti que a tua mãe tem uma relação “dependente” de ti?  E se essa dependência existe, porque achas que é bom para ela? Quem sabe se não a estás a ajudar mais se saíres?

Será que não estás tu com medo de assumir essa atitude e des_culpas-te com a tua mãe?????”

Não sei…nem tu…só saberás quando decidires, e…quem sabe não te vais surpreender??

 

Quando me separei, aconteceu uma coisa muito curiosa. De repente, durante um tempo, virei confessionário, lol !

Ou seja, tinha sistematicamente amigas e amigos a contarem as suas “insatisfações” no casamento! 

E sistematicamente, quando se falava em separação ou férias conjugais…o que fosse, a reacção imediata era:

“Não posso! Ele (ela) não aceitava, não conseguia ultrapassar….etc!”

Cheguei a ouvir: “gostava de ter a coragem que tiveste”…Incrível!  Como se fosse uma questão de coragem!

Não é uma questão de coragem, é uma questão de verdade connosco próprios e com o outro!  Se não estou bem, ele não pode estar bem, e vice versa!

E….mais uma vez, porque raio estou convencida que sou insubstituível e que o outro não vai “sobreviver” sem mim?!

Não serão apenas medos meus…medo até que o outro consiga sobreviver e até “renascer” sem mim?????

Bull Shit!

 

E na vida profissional! Aí é sistemático! Até me dá vontade de rir quando olho para mim no passado!

-“Não posso tirar férias! Impossível!”

Lol…sou insubstituível… Ninguém consegue fazer o que eu faço…E o gozo que isso me dá! Sou a maior!

Bull shit!

 

Sejamos honestos connosco!

Quando será que aprendemos que só temos ser felizes?

Não somos responsáveis pela felicidade do outro…

Porque se eu estiver bem,

O outro também fica bem!

Eu não posso saber o que é melhor para ele,

Só posso saber o que é melhor para mim!

E, como nada acontece por acaso,

E o universo é perfeito…

Basta seguir a minha intuição.

Fazer o meu caminho.

E deixar o outro fazer o dele.

Mesmo que o caminho passe por bater com a cabeça,

Cair para me levantar…

É sempre o meu caminho.

E quando não sigo o meu caminho,

Posso estar, “com as melhores intenções”

A construir um muro no caminho do outro…

A impedir que ele cresça, que corra, que se liberte.

E eu…

Deixo de existir para mim..

Porque passo a ser o que não sou,

A viver o que não quero.

Ficamos ambos em cima do muro…

A ver a Vida passar…

Sem a viver…

Click! E o Momento Acontece...

A minha amiga M (apesar dos seus 20 anos, é minha amiga!), tem, como tantas outras, os pais separados e vive com o pai.

Não conheço nenhum dois pais que devem ser poucos anos mais novos que eu.

Um dia, no verão passado, estava a contar-me que tinha discutido com a mãe e que não conseguia conversar com ela porque acabavam sempre à discussão.  Não me lembro do que comentei, mas lembro bem que, ela sentiu necessidade de me fazer entender o seu ponto de vista:

- Não está a ver o “filme”, não está a perceber...sabe o que a minha mãe me disse? Disse que eu tinha de gostar dela porque ela era minha mãe! Tinha! Acha normal?!”  - e as lágrimas começaram a lavar-lhe a alma….

Senti-me cheia de amor por ela (não sei explicar de outra maneira…) e, as palavras começaram a sair-me:

- Tenta ler nas entrelinhas! Não estás a perceber o que a tua mãe te está a querer dizer? Ela está a pedir-te amor!  Está a pedir-te que não deixes de gostar dela...e não deve saber dizer de outra maneira…Fecha os olhos e tenta por um segundo pôr-te no lugar dela…Ela só quer que lhe digas que gostas dela!

Silencio.

Os dedos limparam as últimas lágrimas…

Talvez tenham limpado a Alma …não sei.

Olhou-me nos olhos.

-“Nunca tinha pensado nisso!"

Vi o olhar dela modificar-se totalmente….como se, de repente estivesse a ver outro filme, outra cena…

Foi um momento muito especial.

Para mim também.

Eu não pensei…falei intuitivamente…as palavras saíram-se sem qualquer controlo da minha mente.

Como se não fosse eu a falar….

Senti-me observadora…

Foi lindo…

Eu senti-o.

Ela pegou no telemóvel e mandou um sms à mãe!

Não sei o que dizia.

Não interessa….

Aconteceu!

 

Hoje M dizia-me, no msn, que desde aquele dia, a relação entre ambas nunca mais foi a mesma!

Que foi o maior “click” da vida dela.

E fiquei a pensar na importância de um momento.

Na importância de parar a mente,

E deixar fluir…

Podem fluir palavras, um olhar,

Um sorriso, um gesto…

O importante é estar sintonizado

Com o Amor…

E o Momento acontece!

Obrigada M pela oportunidade

Desta aprendizagem!

Vou tentar sintonizar-me mais…

E provocar mais “clicks”!

:-)

É Verdade ?

A Verdade sente-se!

Nós sabemos quando há Verdade.

Não estou a falar da minha verdade,

Ou da verdade de cada um!

Mas da Verdade…

Essa é sempre só uma!

Embora eu possa sentir a Verdade numa forma

e tu a possas ver doutra cor, noutra palavra…

A Verdade…

É simplesmente Verdade!

Entranha por nós adentro e

Assume-se como tal!...

Podemos ter tido contacto uma única vez com ela,

Mas nunca a esquecemos!

Encaixa perfeitamente no puzzle de

Alguma memória interior

Que possuímos, algures,

em nós!

 

A Verdade

Não precisa ser repetida.

Reconhecemo-la…

Mas, no fundo…

Temos medo dela….

Porque será?

…………

DES ... CULPA !

Um vez, levei uma desanda de um chefe,

Por qualquer coisa que fiz…ou não fiz, não me lembro bem!

Lembro que comentei:

-“Tem toda a razão!”

Fui surpreendida, na altura porque me respondeu furioso:

-“Mas eu não quero ter razão!” – gritou…

Por um segundo fiquei atónita!

No segundo seguinte, confesso que, apesar da situação delicada, me deu vontade de rir!

Mas sorri apenas interiormente, e percebi que ele queria mesmo era irritar-se comigo e, ao dar-lhe razão, ele ficou sem razão para se irritar comigo …

E irritou-se ainda mais…por não ter razão para se irritar!!!

Queria guerra e eu rendi-me!

Somos mesmo complicados!

 

Ás vezes precisamos mesmo de um “bode expiatório” para poder descarregar toda a raiva, a fúria, a energia …o medo

Precisamos de um alvo!

Temos de encontrar um culpado!

Mesmo que sejamos nós próprios!

Minha culpa!

Porreiro!

Peço desculpa e fica o assunto arrumado!

Pedir desculpa parece que resolve tudo!

Bull shit!

 

Quem me conhece sabe que não gosto que me peçam desculpa! Não aceito desculpas:

- “Fizeste de propósito? Então não peças desculpa! Não existe culpa! Aconteceu porque tinha de acontecer e já não interessa!”

Penso que aqui não é por falta de humildade de minha parte…é porque, para mim, a palavra desculpa pressupõe que existe uma culpa associada!

E culpa é uma palavra que não gosto mesmo!

É uma palavra a abolir do meu dicionário!

Nascemos e crescemos sempre com o fantasma da culpa …

E projectamos a nossa culpa interior em tudo aquilo que nos acontece!

Procuramos sempre um culpado.

Alguém…alguma coisa… uma situação…

Há sempre um “porque” ou um “porquê” na nossa mente,

Procuramos sempre encontrar racionalmente uma razão, a causa…

Uma culpa….uma des-culpa…

 

Talvez não exista causa…nem consequência….

Exista apenas a consciência de mim.

Aqui e agora…

Aceitar e…

Seguir em frente…

 

“Love means never having to say your’e sory”

In Love Story

Medo de perder o que?!?

Uma vez, numa lição de ski na neve, um amigo – que esquiava pela primeira vez -estava simplesmente petrificado em cima dos skis!

Parecia um boneco articulado, tal era a tensão da sua postura!

O professor, já com os seus cabelos brancos, a certa altura comentou (em francês):

“- Tu deves ser muito rico! Deves ter montes de dinheiro!”

Ficámos todos a olhar uns para os outros sem perceber a razão do comentário

Porque é que diz isso?

“- Bom…só quem tem muito dinheiro é que acha que tem muito a perder e fica com tanto medo...,de simplesmente cair na neve!..."

Gargalhada geral! lol

Fazia todo o sentido!

 

Medo!

O que é ter Medo?

O que é sentir Medo?

Medo de quê?

Medo de quem?

 

Será que existe tal coisa a que chamamos medo?

Lá que existe, existe, porque lhe demos um nome…

Ou será que lhe demos um nome para lhe dar existência?

Temos medo de tanta coisa!

Medo de me magoar….ou de magoar!

Medo de ficar, medo de partir!

Medo de voar ou de deixar fugir!

Medo de falar … ou de me ouvir?

Medo da verdade …. Medo de sentir!

Medo de chorar e medo de sorrir!

Medo de mostrar medo!

Medo de ter Medo!

Medo!

Medo de mim!

Medo de me espelhar,

Medo de me enfrentar,

Medo de perder o Medo!

 

Afinal não existe,

A não ser dentro de mim!

É uma invenção minha!

....

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