No outro dia, uma cena de uma série na televisão,
Deixou-me a pensar…
Um médico pedia desculpa a um paciente porque tinha havido um erro e,
ao contrário do que lhe teria dito há um tempo atrás,
afinal, ele não tinha cancro!
Estava cheio de saúde!
E o médico pediu desculpa pelo transtorno que o erro teria causado.
Mas eis que o doente (que não estava doente) se irritou muito,
Não pelo erro, mas por o medico ter dito a verdade!
Dizia ele que o ia processar!
Porque pela primeira vez na vida tinha conseguido
Viver um dia de cada vez;
Porque já nem se lembrava de uma fase tão boa no casamento
Porque tinha atenção e carinho como nunca;
Porque tinha feito um empréstimo ao banco;
Porque finalmente conseguia ser feliz!
…
O médico, obviamente perguntou:
- Espere aí! O senhor está a dizer que me vai processar por eu lhe dizer a verdade agora e não por ter errado antes?!
Enfim…a cena continuou e dei comigo a pensar…
Uma pessoa pode viver a felicidade na perspectiva da morte!
Às vezes, nós NÃO vivemos a Vida!
Nós sobrevivemos na vida…
É muito diferente.
E, o engraçado é que nem nos apercebemos.
Deixamos os dias passar, um atrás do outro,
Semana após semana, mês após mês,
Ano após ano…
Fazemos parte da engrenagem sempre que, diariamente,
Repetimos automaticamente a mesma acção…
O despertador que toca, o levantar, o duche,
o pequeno-almoço, o costume no sítio do costume…
Tudo sempre como de costume, na minha zona de conforto,
Onde me sinto seguro, porque já conheço.
Dia após dia.
Não paramos para sentir,
Não paramos nos ouvir, para nos escutar.
Por isso mantemos tudo como está…
Caminho seguro.
Mas, se me desafiar a mim própria a imaginar,
Que amanhã me dizem que tenho 6 meses de vida!
Provavelmente vou mudar muita coisa,
Porque sei que não está bem…
Provavelmente vou querer fazer muita coisa,
Que não tive coragem de fazer…
Provavelmente vou…tanta coisa!
Pois, perante o fim de qualquer coisa,
Apercebemo-nos da existência dessa mesma coisa!
Perante a perspectiva da morte,
Perdemos o medo
Ganhamos coragem
E vivemos a Vida!
…
Somos de facto, complicados….
Porque afinal,
A morte é a única certeza da vida!...
Vamos vivê-la!
J
Estava ele em plena adolescência, de férias,
Numa fase em que se achava bem crescido para fazer o que entendia…
As saídas nocturnas, foram-se prolongando até de madrugada;
Embora fosse verão, os dias, para ele eram curtos,
Porque se arrastava sem energia, entre um petisco na cozinha
E a televisão na sala…
Obviamente que eu andava muito angustiada.
Fazia o pior cenário, enervava-me e
Vivíamos constantemente em discussão,
Até um dia…
Nesse dia, em plena discussão, ele disse-me:
- Oh Mãe! Se calhar eu tenho que cair
Para aprender a levantar-me! Mas deixa-me cair senão não aprendo!
Consigo reviver o momento e sentir, ainda, o click dentro de mim!
Só respondi:
- Ok. Tens razão. Mas tenta entender que eu, como Mãe, não consigo deixar de tentar por uma almofada por baixo para não te magoares!
Desde aí, tudo ficou mais fácil entre nós!
Engraçado, que eu deixei mesmo de me sentir angustiada; foi como se tivesse sido confrontada com uma verdade que não podia mudar!
Foi como se passasse a aceitar o processo dele…
Fui confrontada com a minha impotência,
E aceitei-a!
È difícil, por vezes, não interferir no processo do outro.
Aparentemente com a melhor das intenções, estamos convencidos
Que sabemos muito bem o que é melhor para o outro e tentamos interferir
No seu caminho, no seu percurso, no seu carma!
Vivemos cheios de pré-conceitos e esquecemo-nos que,
Temos de nos preocupar com o nosso próprio caminho,
Com o nosso próprio processo.
Podemos avisar o outro que está uma pedra no seu caminho,
Que deve ter cuidado para não tropeçar!
Mas não temos o direito de tirar a pedra do caminho dele.
Porquê?
Porque se a pedra lá estava, era por alguma razão,
E ele tem de aprender a tirá-la do caminho,
Para então crescer e seguir em frente.
Se não a retirar, a próxima pedra que encontrar vai ser maior…
E assim sucessivamente…
Podemos ajudar. Sempre.
Mas não devemos impor nada ao outro…
Devemos respeitar o caminho e aceitar.
Há vários caminhos para o mesmo destino…
Uns mais fáceis, outros mais difíceis;
Há várias maneiras de percorrer o mesmo caminho,
Cada um tem o seu percurso.
A sua vida!
...
Por todo o lado, na ultima semana temos ouvido falar do caso do telemóvel na aula!
Propositadamente não disse que era o caso da aluna que…
Nem o caso da professora que…
Como sempre, toda a gente comenta: políticos, psicólogos, psiquiatras, jornalistas, analistas…enfim toda a gente tem uma palavra a dizer sobre todos os assuntos e, formos analisar os comentários do publico às colunas escritas, não sei quem terá mais defensores: se a aluna, se a professora!
O engraçado é que toda a gente comenta, toda a gente critica, de um lado ou de outro, mas não há ninguém que se atravesse com uma solução!
- O problema são os pais que não sabem educar…
- O problema são os professores que não se sabem impor…
- O problema são os jovens que não têm valores…
- O problema está em casa…
- O problema é da escola…
- O problema é do sistema…
…
Comum a todas as opiniões é que existe um problema!
Ok. Está detectado.
E então?
Onde está a solução?
Alguém sabe como ajudar aqueles pais, aquela aluna, aquela professora???
Nada…só opiniões!
- Se fosse comigo….
- Se fosse eu…
Pois, mas não foi contigo, por isso a tua solução não serve!
Quem sabe se já não passaram por aquilo que dizes que fazias?
Quem sabe o que está por detrás de tudo?
Nada acontece por acaso, né?
Pois, quem sabe o telemóvel – também na sua função de câmara de filmar – não terá sido aqui o actor principal para alertar a opinião pública para um problema que toda a gente ouvia falar mas ninguém queria enfrentar!
O telemóvel serviu apenas para desencadear uma série de reacções em cadeia, que demonstra bem que não há um, mas vários problemas que têm de ser enfrentados!
Sou testemunha de um jovem índigo, daqueles índigos mais puros, que estão aqui para por em causa o sistema, ou os sistemas!...
Eu acredito, sinceramente que essas crianças ou jovens até podem ter razão!
Os sistemas estão doentes…enferrujados!
Quando falamos com um desses jovens índigo,
Eles explicam com toda a sabedoria e lógica,
A imperfeição do sistema, do matrix que criámos,
Onde também fomos criados!
Tantos exemplos de crianças índigo
Ao nível do comportamento ou do sucesso escolar…
Que se tornaram famosos pelo seu brilhantismo….
Consta que Einstein foi um deles…
Estamos comodamente sentados no nosso matrix,
Eliminando tudo aquilo que é diferente…
Não cabe no sistema, não encaixa…
Está errado!
Por outro lado,
Esses que são diferentes…
Não têm a menor tolerância!
E perdem, geralmente a razão
Pela forma como fazem as coisas….
Sempre houve conflito de gerações.
Hoje temos uma guerra fria…
Está na hora de adaptar o matrix
À nova realidade!
Temos uma nova realidade familiar
(monoparentais a pluriparentais).
Sã os pais que não conseguem educar os filhos?
Ok. Então partamos dessa realidade e enfrentemo-la…
Podemos mudar os pais?
Se não…vamos focar na solução!
Vamos parar de apontar o dedo!
Vamos parar de criticar e começar a agir!
Fazer qualquer coisa!
Eu vou tentar!
Assim tenha a inspiração e a coragem para seguir em frente
Assim os poderes politico-sociais o permitam…
Assim encontre as pessoas certas…
…
Dizemos muitas vezes que “sou” assim ou assado,
E assumimo-nos como seres estáticos,
que fazem, dizem, sentem de determinada maneira.
Como se houvesse alguma coisa fixa e certa na vida
(para além da morte, claro!)!
O engraçado é que acreditamos que não podemos pensar ou agir
De outra maneira…
Nem tentamos!...
Claro que é mais fácil, assumir que nada podemos fazer,
Que não depende de nós,
Que nascemos assim…
e que o mundo à nossa volta é que tem de se adaptar a nós…
Nada podemos fazer…
Somos como que vítimas do destino!
Isto não é senão uma bela desculpa,
Que arranjamos para nós próprios!
Somos extremamente criativos a inventar
A origem das nossas acções!
Ao longo dos anos, tenho vindo a aprender a
“des-programar”
Algumas ideias formatadas que tinha sobre mim!
Quando consigo fazê-lo,
Sinto que, no fundo,
Basta aceitar e abraçar
as situações,
As pessoas,
Os momentos.
E, de repente,
Tudo flui e as coisas acontecem
Com enorme facilidade..
Como se, afinal,
Eu sempre tivesse sido assim,
Ou feito assim…
Afinal…
Já não sou como pensava que era…
Afinal, é bom tentar ser ou fazer diferente!
É bom evoluir,
É bom crescer,
É bom aprender!
Basta deixar fluir...
J
Quem não conhece o filme, devia vê-lo!
Vale a pena ver a energia com que Robin Williams
Dá um vigoroso Bom Dia matinal,
na estação de rádio do Vietnam,
Em plena guerra!
Quando acordamos pela manhã e, ainda a espreguiçar,
E sorrimos para o dia…
Estamos a sorrir para nós!
O dia, certamente, nos vai correr bem!
Tinha uma colega, numa empresa onde trabalhei,
Que, sempre que lhe perguntava:
- Bom dia! Estás boa? Está tudo bem?
Invariavelmente respondia:
- Mais ou menos…vai-se andando…
E coisas no género!
Uma vez disse-lhe que havia de a ouvir dizer:
- Estou ótima!
Acho que saí da empresa e não cheguei a ouvir….
L
Obvio que essa colega era uma pessoa triste…
Obvio que os dias passavam por ela…
Mesmo que estivesse tudo bem,
Ela não se dava sequer ao direito de se sentir bem!
Não conseguia dizer Bom Dia a sorrir,
Porque ela nunca sorria para o Dia!
Eu acredito que temos o poder de fazer de qualquer Dia,
Um dia bom ou mau!
Depende da nossa atitude, da nossa forma de olhar para o dia,
E dizer “Bom Dia!”.
Eu tento, todos os dias,
Decidir que vai ser um enorme
Bom Dia!
Faz toda a diferença!
BOM DIA PARA TODOS!
J
Por vezes, o dia a dia,
Vira semana a semana,
Mês a mês…
…
Passam os dias,
Passam os meses e,
Até anos, por vezes…
De repente, alguém com quem não falamos há tempo,
Vem-nos à cabeça,
Por associação, por recordação,
Por saudade, por uma razão qualquer!
Esse momento,
Pode ser O momento
Em que estamos ligados, unidos,
De qualquer forma a essa pessoa.
Há quem lhe chame intuição,
Telepatia, adivinhação!
Se nesse momento pegarmos no telemóvel
E ligarmos para essa pessoa,
É natural ouvi-la dizer:
Que coincidência, estava a pensar e ti!
Também é natural que a conversa decorra
Sem qualquer sinal manifesto de “coincidência”
E, sem dar por isso, ao desligar,
Sente-se, mesmo que por uma fracção de segundo,
Uma sensação de paz, de tranquilidade, de alegria,
De Amor…
Sempre que alguém me vem à cabeça,
Ou à memória, como queiram chamar,
Ligo de imediato…
Porque sinto
Que preciso de falar com essa pessoa,
Ou essa pessoa precisa falar comigo…
Tanto faz…
O importante é que se dê uma troca,
De palavras…
De energia…
Depois dessa troca…
Tudo parece diferente…
Tudo fica diferente!
Geralmente
Eu fico em Paz!
…
Há um tempo, ouvíamos os adolescentes queixarem-se dos pais,
Tudo lhes era permitido dizer sobre os pais!
Hoje, fui surpreendida por um rapaz de 26 anos (no meu tempo seria adulto; hoje é jovem!) que se queixava os pais não paravam de o chatear, porque achavam que ele não estudava ou trabalhava o suficiente!...
Então, ele concluía que a vida está toda mal estruturada porque “são obrigados a viver com os pais durante anos e…”
Obrigados???
Será que os filhos acham que estão com os pais por obrigação?
Não!
Os filhos não são obrigados a viver com os pais…Se estão insatisfeitos, porque não saem de casa e vão á sua vida?
Há tantos que o fazem!
Que não queiram sair, porque perdem cama, comida e roupa lavada, eu até posso entender…agora que, ainda por cima se queixem dos pais…não entendo!
De facto, cada vez mais se vêem os filhos a ficarem em casa dos pais…começam a vida mais tarde passam os 26, 28, 30… e vão ficando, ficando, às vezes até trazem o namorado(a), para casa dos pais…
Tudo bem! Se estiver bem para eles e para os pais, no problem!
No entanto, se sentirem que estão a perder a sua liberdade ou a sua vontade própria, saiam de casa, ou vão trabalhar e tornem-se independentes para poderem viver à vossa maneira!
Há desemprego?
Sim, há! Mas consegue-se sempre desenrascar qualquer coisa, seja baby-sitting, seja distribuir jornais, o que for!
Ninguém é obrigado a viver com ninguém!
Nem filhos com pais, nem pais com filhos; nem marido com mulher, nem mulher com marido!
Não temos o direito de acusar o outro da nossa “infelicidade”!
Mais uma vez eu sou responsável pela minha situação!
Eu tenho sempre uma opção!
Existe sempre uma opção.
Sempre!
Principalmente os são sinais aparentemente negativos,
Pensamos logo que temos azar, que somos vítimas do acaso,
E perguntamo-nos logo:
-Porquê Eu? Porquê a mim?...
E bloqueamos no Porquê!
Fazemos a pergunta, mas não queremos ouvir a resposta!...
Acreditamos que não há resposta…
Nada justifica que eu possa merecer isto!
Aconteceu com uma amiga, que se lamentava de alguém,
Neste caso a nível profissional, o chefe,
Que, sem ela perceber porquê!
Começou a “trata-la mal”,
A embirrar com ela…
E lamentava-se…
- Porquê? Estava tudo bem! Desde que voltei de férias…
Pois…e ali fica a perguntar-se a ela própria:
- Porquê Eu?
- Porquê a mim?
- Porquê agora?
Eu acredito, verdadeiramente que nada acontece por acaso,
Por isso, o importante é mudar o “chip” na nossa cabeça
E deixar de perguntar Porquê?
E começar a perguntar: Para quê?!
Se alguma coisa me está a acontecer, de bom ou de mau,
Sempre que alguma coisa acontece,
É o universo a falar comigo…
O importante é tentar perceber o que ele me
Está a querer dizer!
Temos de estar atentos aos sinais que recebemos!
São para nos ajudar e não para nos prejudicar,
Como, à partida nos pode parecer!...
- O que tenho de aprender com isto?
No caso da minha amiga,
Talvez o chefe esteja a ser o seu maior Amigo,
Porque pode estar a dar-lhe a coragem,
Que ela não tem,
De mudar!
Mudar de emprego,
Mudar de funções,
Mudar de atitude…
Não sei, o futuro o dirá!
Mas acredito que o chefe é apenas um mero instrumento que o
Universo utiliza para podermos evoluir e aprender!
Muitas vezes, passado um tempo,
Conseguimos olhar para trás, e até dizer,
Deus escreve direito por linhas tortas, ou
Há males que vêem por bem!
Pois é!
Não precisamos de viver angustiados,
Não somos vítimas!
Sou dona e senhora da minha vida!
Sou a única responsável pelo que me acontece,
Por isso, tenho de parar de procurar as causas fora de mim!
Tenho de ter a coragem de ir bem dentro de mim,
Ter uma conversa muito séria comigo própria,
Com o meu Ego!
E tenho de ficar feliz,
Porque houve alguém que,
Mesmo sem o saber,
Me ajudou a reencontrar a direcção,
O meu caminho,
Que não é igual a mais nenhum….
Agradeço!
Há sempre um dia...
Pode ser Hoje!
:-)
Estamos sempre a tomar decisões:
O que vestir, o que comer,
O que dizer, o que não dizer,
O que, como, quando…
E quanto mais opções,
Mais difícil decidir!
Às vezes tomo consciência da figura que faço,
No supermercado, frente aos yogurtes….
Tantos…todos diferentes, todos iguais?!..
Um gosta desta marca, outro daquele sabor…
Acabo por levar os mesmos de sempre…
É mais fácil, mais seguro porque sei que gostam!
Decido pelo hábito!
Lembro-me de pensar (há 25 anos…lol)
que a gravidez tinha uma enorme vantagem:
Não tinha que escolher a roupa de manhã!
Na altura tinha 3 ou 4 vestidos,
Que iam rodando ao longo da semana.
Que bom que era
não ter de tomar decisões!
Mas há alturas em que
Optamos por não optar….
Aquela camisola linda,
Levo azul ou verde?
Na dúvida…levo as duas!
É mais fácil não decidir!
Decidir! Optar!
Sempre ouvi dizer que
“Mais vale uma má decisão
Do que a falta de decisão…”
Mas afinal…
Decidir “não decidir”,
Também é uma decisão,
Porque assim o decidi!!!
Sempre que escolho seguir por um caminho,
Parar num cruzamento
ou se decido voltar atrás.
Estou a decidir o melhor para mim,
Neste momento,
Aqui e agora!
Porque não há decisões para a vida,
Não há sentidos únicos,
Não há sentidos proibidos,
Há um passo à frente do outro,
Um caminhar…
Qualquer que seja a direcção,
que eu escolher
É a que me vai permitir aprender o que preciso;
Podia ter escolhido outra?
Obvio que podia. Mas não escolhi!
E se tivesse escolhido outro?
Se? Se? Se…se….se…..se
Para quê o se????
Não sei se…
…nem me interessa!
Como diz Ma-ho,
A minha realidade aqui e agora,
é a ausência de todos os “ses”!
E…
Quando eu tomo uma decisão,
O universo inteiro funciona a meu favor!
As coisas vão acontecendo, aqui e ali,
Co-incidentemente…
Basta ficar atenta aos sinais,
E agradecer!
Ás vezes sinto-me um E.T
(leia-se extra-terrestre)!
Em determinados contextos,
Em determinadas situações,
Com determinados grupos de pessoas!
Sou um ET!!
Lol!
Basta entrar cheia de energia,
Espalhar alegria, sorrisos e gargalhadas,
Brincar com os “grandes problemas da vida”,
Desdramatizá-los,
Resumi-los à sua insignificância.
Ser diferente.
Aparentemente diferente!
Palavra chave: espiritual (whatever it means..)
Bingo!
Começam a definir-se as energias…
Surgem os medos, as inseguranças, as coragens,
As culpas, os espelhos…
As pessoas começam a movimentar-se
Para onde se sentem mas seguros!
Há os que, assumidamente, fogem!
Não querem nem ouvir falar,,,
De quê?
Nem eles sabem, porque não ouvem,
Vivem fechados em casa, de portas trancadas,
E têm até medo de espreitar pela janela…
Tentam fechar-se no seu mundo,
Que acreditam ser a real!
Pensam que controlam com mente racional,
Não se apercebem que são apenas
Seres telecomandados,
Controlados!
Eu já fui assim em tempos…
Há outros mais inseguros,
Espreitam pelo canto do olho,
Desconfiados….
Ficam curiosos, a ouvir…
E, a pouco e pouco vão abrindo as janelas
E reparar que lá fora…
Existe outro mundo
E que vale a pena viver!
As pilhas do telecomando começam a ficar gastas…
Ainda são controlados,
Mas sem comando à distância…
Eu já fui assim em tempos…
Há os “belos adormecidos”
Aqueles que estão a dormir…
E, de repente, sentem a luz,
Abrem as portas e janelas,
Querem saber tudo,
Sedentos de informação,
Começam a entender,
Que tudo faz sentido,,,
Que nada acontece por acaso…
Eu já fui assim em tempos…
Eu sei,
que já fui todos esses personagens,
Todos espelham uma parte de mim!
Eu sei,
Que cada um tem o seu timing,
tal com o eu tive o meu.
E também sei,
Que o comboio já partiu,
Pára em todas as estações…
Quem entrar, entrou…
Quem não entrar…
……………………………
Não sentes que o tempo
Está a passar mais depressa?!
O comboio está a chegar à tua estação!
Esta semana estive à procura do meu Pessoalismo.
Com mais um virar de página,
Entrei no meu ultimo ciclo de 7,
E num ano 9…
Sinto que vou acabar o último capítulo
Do meu livro,
O livro da minha indivi - dualidade
Do meu Ego,
e,
Vou começar um novo livro,
O livro do meu Pessoalismo,
Do meu Eu.
Quero deixar de ver dualidade,
de ser indivi-dualista…
e começar a visionar
o Indivisível.
Eu somos Nós,
Nós sou Eu,
Nada mais simples!
Nada existe
Para além de mim,
E eu não existo,
Senão num todo.
Não há co-incidências,
Não há acasos!
Tudo é perfeito…
Porque tudo é criado por Mim,
Por Ti, por Nós!
E se Assim é,
Se É assim,
Está na hora de acordar!!!
E de começar a criar
A realidade que queremos para nós…
A responsabilidade é nossa!
Comecemos por acreditar que Somos!
Que Sou!
“it is an injustice, it is!”
Acho que existe em todos nós um pequeno Calimero,
com alguma necessidade de se afirmar.
É tão fácil sentir-me vítima!
Foi uma injustiça!
Eu não mereço!
Foi por causa disto ou daquilo,
Deste ou daquele!
No limite,
Foi castigo de Deus!
Acho que durante anos fui uma Calimera brilhante!
Conseguia sempre arranjar forma de justificar
Tudo o que fazia,
Ou que não fazia!
Encontrava sempre uma razão
Que me tornava vítima da situação!
A responsabilidade
(há quem lhe chame culpa)
Lá bem no fundo, não era minha:
- Eu isto, PORQUE aquilo..!
Procurei sempre algures no passado,
a causa para presente,
o tal “porque…”
E era fantástico,
Porque havia sempre uma causa,
Que fazia de lobo mau…
e eu ficava como a avozinha,
Coitadinha, que nada podia fazer…
Uma vítima!...
Quando comecei a ter coragem,
De me ver através do espelho,
Vi, em mim,
a avozinha, o capuchinho,
a caçador e também o lobo mau!
Tudo não passava de uma fantasia…
Só estou ali Eu,
Mesmo que Eu
Seja o somatório de vários Eu!
Posso representar vários papéis,
Mas sou sempre Eu,
Consciente e responsável.
Que decido a cada momento,
O meu caminho…